[RP FECHADA] We don't give a fuck

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Mensagem por Max Ehrstrom-Winchtöski em Qua Ago 23, 2017 6:46 pm


O tempo é nublado e os guardas ao que indicam estão mais atentos com o movimento do dia. Algumas pessoas caminham e outras simplesmente deliram ao efeito de algum tipo de remédio. Naquela extensão não dava-se para saber o horário exato pela inexistência de um relógio sendo apenas nítida que é durante uma manhã.

HARRY & MAX


— I'm stuck inside of these lines I drew. I didn't speak it, but I always knew. That I was too far gone

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Re: [RP FECHADA] We don't give a fuck

Mensagem por Max Ehrstrom-Winchtöski em Qua Ago 23, 2017 8:26 pm

you’re never close enough
Fatos sobre sua vida foram-lhe expostos da mesma forma que a sociedade pensava. Uma maneira diferente, rígida e vergonhosa. Max sabia que através de tudo aquilo pouco a pouco enxergaria a verdade através de sua loucura. Quando ela já abre os olhos a esse choque de realidade, ela percebe que não se passa de uma pobre coitada. De uma pobre alma que ainda está viva somente pelo fato de ninguém possuir encorajamento o suficiente de lhe tirar a vida. Max nota que não é emocional, Max nota que não é capaz o suficiente para derrubar uma lágrima de outras pessoas. Suas funções haviam sido mais aprofundadas do que mexer com o psicológico de alguém. Ela foi um objeto de descanso até ali. 

Em um suspiro, conclui esse pensamento e fica em silêncio. Uma péssima escolha segundo a psicóloga. Ela precisava rir e desbravar um gene escondido dentro de si. Um gene reconhecivelmente saudável. 

Estava naquele mesmo momento sentada. Um pouco mais encurvada que o normal por sentir uma leve pontada ferir-lhe na região do abdômen, mas nada grave. Próximo da mesa onde havia trago um livro, fitava as letras paralelas umas outras formando sílabas e consequentemente também, formando palavras. Neste fim, ela fitava uma imensidão de trechos dos quais não sabia identificar sons e muito menos seus significados. A cadência de combinações ficam expostas a seus olhos atentos para aquele mar de nada. No fundo, a sinfonia de Janáček soava tímida e baixa para não interromper a leitura ou melhor desta mera discrepância, a tentativa de uma. 

Quando um dos cachos interromperam mais uma vez o fluxo dos olhos acompanharem o ritmo da tentativa, a mesma murmura derrotada e fecha o mesmo exemplar folgando o corpo contra a cadeira para encarar a janela aberta defronte ao próprio nariz. Aquele quarto, era desprovido de cores, mas a janela estranhamente tinha uma coloração mascava e antiquada. Era uma arquitetura tipicamente colonial, não possuía um traço moderno porém sim, um curioso. Ela encarava a joaninha que tentava se equilibrar até aproximar os lábios grandes, largos e carnudos da espécime a soprando. Ao enxergá-la abrir voo, acompanhou a trajetória até desaparecer do seu campo de vista. Com a demanda do vento gélida, ela se ergue da cadeira elevando a palma da mão para próximo do fecho e olha para baixo. No pátio, algo chamou sua atenção deixando entreabrir a boca um pouco surpresa, ou um pouco animada. A respeito de Maxine, era difícil fazer uma leitura conclusiva de suas ações. 

E sendo exata e criteriosa as observações da paciente, alguém também era algo em sua opinião.

A passos lentos ela retoma o livro entre as mãos, deixando os dedos longos e morenos acariciarem a capa rígida. Os pés se arrastavam pelo corredor longo tendo as orbes castanhas levemente voltadas ao chão, percebendo estar livre quando a luz tímida do sol incide dentre a pele e os erros normais que seus cabelos tinham na circulação de infinitos anéis negros. Soltando a respiração lentamente, ela fecha os olhos quedando ambos os ombros, relaxando os músculos e os nervos para erguer o queixo milimetricamente para encontrar algum subterfúgio em manter os glóbulos a visão de outrens. Naquela espera o que havia antes despertado interesse, já tinha tomado outro caminho. 

Bufou baixo para si tamborilando contra a capa encolhendo ligeiramente os ombros para evitar o máximo de contatos externos o possível. Em sua ética, possuía agora na entrada do Mortiri, uma camada invisível que seria difícil de ser rompida. Isso muitas vezes tornava-se algo quebranto, mas que confortava as desilusão de ter mais memórias desaguadas. Outrora simplesmente evasiva ou defensiva, Ehrstrom pisava torto contra o solado repleto de riscos do pátio. 

A memória daquela pessoa-algo, fazia seus olhos ficarem fixos sem ponto de destino e partida. Eram como se entrassem em transe temporário ou que nunca fosse extraviados com muita facilidade. Na suas conclusões muitas vezes, aquilo poderia ser também um defeito grave nas manobras de curá-la de algo que nem sequer parecia ser uma doença. 

Com este alguém-objeto, ela eventualmente cultuava certos detalhes que sabia que não poderia citar. Aquele alguém, gostava de brincar com as palavras sem se importar em algumas ocasiões, se aquilo teria potencial o suficiente de ferí-la ou não. 

Mas relevando o fato, Maxine Ehrstrom-Winchtöski, já estava habituada a este tipo de sensação dolorida tão monótona. Logo, não se importaria ao ter suas palavras forçadamente empurradas para dentro da boca ou ter de comportar-se mecanicamente repensando em versos e argumentos para desarmar este tipo de pessoa. Era nesses minutos que lamentava não saber ler e de ter sabedoria o suficiente em perceber que seu cérebro é retrocedido, atrasado e lento. Sem estímulos que a desejem desfrutar de fortes, emoções ela mantém a mesma expressão austera e magra com o vulto sucinto que cruza um dos pilares. 

Mãos nos bolsos, face tingida pelo breu fresco e uma pele assustadoramente branca. Claro, era aquela justa pessoa que viu no segundo andar. Só poderia ser. 

A morena apressa o passo, tem todas as vertentes de suas pupilas dilatadas direcionadas aos sensores do lugar. O vento balança o pouco do uniforme e sente que a fadiga tampouco a afeta. Ao parar muito próximo ao mesmo tempo distante - isto é, induz que a distância entre ambos os corpos deixe reinar uma grande passagem de oxigênio - ela, retoma a respiração para dentro dos pulmões de forma silenciosa e contida. O coração palpitava nesse alarme de fraqueza então lambendo os beiços pensando em qualquer coisa audível. Sua voz, não reinava muita doçura, mas era sensata e calma. Sabia que com aquele ser-humano-pessoa-alguém não poderia erguer a voz tão de repente. Era perigoso para seu eu interior :

— Harry. - Cala-se ao pronunciamento parando contra o próximo espaço o fitando. Mesmo que ele estivesse de costas, esperaria que o mesmo desse o mesmo giro deprimente sob os calcanhares para olhá-la. Nesse mesmo minuto, sua memória passou por uma amnésia que a fez esquecer do longo ensaio feito desde a saída do quarto. — Quanto tempo. - As pálpebras pesavam conquanto tentava trazer novos ares às vistas, deixando-as passearem pelo chão, pelas pessoas transeuntes e os guardas. Membro normal da família da qual vivia, não tinha o dom genético de seguir argumentos. — Eu… Eu tentei sair lá de cima, mas eles não deixaram como sempre. - Quando o encara, é obrigada e fitar as páginas do livro novamente. — Como esteve? Aquele lugar… Aquela cela. Muito cheia? O parceiro o incomoda? - Indaga sugestivamente encostando os ombros contra o material grosso e resistente do hospital.
Because I know if I look at you  I won't be able to stop


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