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[p/p] - CHLOE BJÖRK-WINCTHÖSKI

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Mensagem por Eleanora Lacroix Canello em Sex Ago 18, 2017 10:45 pm



18 anos
irlandesa
demissexual
prisioneiros
loe, chowchow
taissa farmiga
chloe björk-winchtöski

personalidade

Por mais que toda sua natureza transtornada quase a obrigue a ser diferente do que tenta ser, Chloe conseguiria viver uma vida normal e muito tranquila se não estivesse na hora e no lugar errado. Sua personalidade atenta, depressiva, forte e sensibilizada é a mais predominante em si, enquanto a segunda parte se baseia em uma garota esperta, ágil, persuasiva e maliciosa. Não há uma maneira certa de a descrever, uma vez que nunca há um padrão fixo a ser visto, porém é correto afirmar que a Loe é muito observadora e quieta, está sempre achando maneiras de sair a frente de informações para, logicamente, ajudar sua família conturbada; Que inclusive, é a única coisa que a deixa com os pés no chão desde a primeira vez que sofreu coisas inumanas apenas para poupar o físico de uma de suas irmãs. Digamos que sua personalidade inteira fora moldada para sobreviver aos insultos e abusos que sofria e presenciava... E infelizmente, algumas heranças não eram tão satisfatórias assim. Acabou herdando dois problemas psicológicos sérios, um de sua mãe e um de seu pai. "Esquizofrenia (residual) e Transtorno Dissociativo de Identidade" eram as descrições que acompanhavam em seus prontuários. Ela possuí duas pessoas dentro de si... E não reconhece nem a metade disso. Pode ser simpática e justa com você em uma hora, lhe dando os melhores sorrisos e perguntando se você se alimentou no dia... Mas, por outro lado, você pode a encontrar em um momento onde ela é capaz de te persuadir e confundir para conseguir algo em algum momento de tensão.


história

A cabeça de Chloe explodia em pensamentos nervosos e conturbados. Sua testa franzida, juntamente com seus lábios e olhos fechados, transpareciam uma confusão mental muito grande. Estava tentando organizar os acontecimentos das últimas vinte e quatro horas em sua mente, presa em um silêncio pessoal enquanto montava um cronograma real do que a tinha feito parar em um ambiente esbranquiçado de uma sala sem janelas, na companhia de três pessoas completamente estranhas que lhe faziam perguntas aleatórias sobre a monstruosidade da onde havia saído.

Tentava pensar em como poderia fugir dali e tirar seus irmãos do mesmo local. Apesar de estarem separados, Chloe quase podia sentir a presença deles… Afinal, viveram uma vida inteira juntos, compartilhando dores, sorrisos fracos e desesperos. Passaram por tanta coisa que não era possível aceitar aquele destino impotente.

“Então… Já estamos quase te liberando, Chloe. Precisamos recapitular tudo que nos foi dito. Se possível, desde o começo.” A voz aguda e irritante da mulher de jaleco soou, fazendo Chloe voltar sua atenção para a fisionomia límpida e normal à sua frente. Ela deveria repetir a história que lhe fora solicitada… Mas o começo? Ela não se lembrava de um começo.

Ainda com seu rosto e olhos inchados de tanto chorar, suspirou e concentrou-se mais uma vez na história de sua vida. Conectou fatos e detalhes para que pudessem ser importantes à medida que sentia o gosto metálico do sangue em sua boca, resultado das mordidas brutas na pele sensível dos lábios. Encarou a mulher e permaneceu em silêncio por alguns segundos, observando as feições alheias.

“Somos em 8. Noctis, Leah, Caleb, Harry, Adam, Maxine, eu e Hailee. Vivemos em uma fazenda com nosso pai e algumas mães… As que sobreviveram pelo menos.” Disse, contanto o nome dos irmãos em seus dedos antes de levar as costas de sua mão à sua bochecha, limpando o rastro de lágrima que restava ali. “Não tínhamos muita comida. Nosso pai se isolava de dia e a noite…” E aí, ela travou. Novamente. Seus olhos vidrados na mesa abaixo de suas mãos, que tremiam. Já era a terceira vez que estava repetindo coisas que ela nunca achou que pudesse sair de sua boca. Ela apenas não conseguia.

Levantou novamente seu olhar para as pessoas à sua frente e negou com a cabeça em forma de desespero, as lágrimas quase caindo pelas bochechas novamente. Não queria ter de repetir as mesmas palavras sujas e esperava que, ao menos, tivessem dó daquela vez. “Tudo bem, tudo bem. Acho que já pegamos essa parte.” Disse a mulher mais comunicativa da sala - já que as outras pessoas ali se mantinham em silêncio. - “Vamos então… Recapitular o assassinato. Pode ser?” Ah, o assassinato. Chloe odiava aquela palavra. Aliás, Chloe - ou sei lá quem estivesse tomando o controle agora - odiava estar ali. A fisionomia pequena sentada desleixadamente na cadeira suspirou em um afago, perdendo sua visão em memórias pela oitava vez em vinte minutos. Mas nesse momento, ela começava ter uma perspectiva diferente… Lentamente… Cada vez mais... “O… Assassinato?” Questionou, trêmula. “Mas eu não me lembro de…”  No mesmo instante em que tentou lembrar-se da cena, sua feição mudou. Chloe estava mais ereta e a lágrima que escorreu em sua bochecha não fazia sentido entre a feição neutra da menina. Ela sorriu fracamente… E então, continuou. “Não. Eu já disse tudo o que eu tinha pra dizer. E mais de uma vez, ainda.” A voz de irritação de Chloe havia se alterado novamente sem que percebesse, demonstrando uma capacidade de mudança de personalidade inquestionável. Ela permaneceu em silêncio por alguns minutos, modificando sua posição na cadeira para lhe dar mais postura à medida que encarava cada pessoa no ambiente. “Vocês não vão me liberar. Eu estava em uma cena de um crime… E mesmo que vocês não tenham provas contra mim, vocês devem ter bastante coisa pra falar, não?” A garota forçou um sorriso em direção à mulher loira e curiosa em sua frente, e então, começou a proferir as palavras sem pausas. “Vivíamos em uma fazenda, nossa pai abusava de nós com qualquer tipo de objeto que fosse penetrável ou doloroso, eu fui estuprada diversas vezes, inclusive pelos meus irmãos. Minha mãe despreza minha existência, por que fica 24 horas trancada em um quarto com mais duas mulheres que também já foram violentadas e só servem como parideiras. A saúde de todos é precária e frágil, menos do nosso herói da família e os dois bonitinhos mais velhos com que ele mima, mima tanto que já me deu sob posse de um. Você quer saber o por que do assassinato? Porque meu pai era um louco idiota e genial que fez experiências com seu próprio sêmen em mulheres aleatória e loucas, em sua “clínica de reabilitação”. Infelizmente, deu certo, então nasceu 8 monstrinhos dos ventres alheios e um deles, é doido de pedra. Ele matou um cara? Sim. Eu ajudei? Não. Vocês tinham indícios de que algo ocorria naquela casa e mesmo assim não fizeram nada? Sim. Por quê?” O tom sarcástico e baixo da voz de Chloe ficou ecoando na sala por alguns segundos. Suas orbes, completamente fixadas na loira, tremeram ao perceber as outras duas fisionomias escreverem algo no papel que seguravam. Ela estava sendo observada e por mais que sua segunda parte fosse esperta e ágil, sabia que estava sendo acuada; e então, lembrou-se de mais dois momentos que ocorreram ali naquele local mesmo, uma memória que não poderia ser reconhecida antes. Era uma lembrança apenas daquela parte de Chloe. Ela estava sendo diagnosticada.

Seu corpo que estava quase inclinado sobre a mesa, voltou-se lentamente a se apoiar no encosto da cadeira. Em seu olhar, a derrota de estar perdendo um de seus jogos que sempre eram ganhos… Em sua feição, aceite. “Qual vai ser o diagnóstico?” Questionou, fazendo todos os olhares do quarto irem para ela. Ela havia descoberto e chamado a atenção dos médicos. “Digo, qual é a merda que vocês irão colocar na ficha ou sei lá o que em que estão trabalhando? Espero que não achem que uma filha de psiquiatra não saberia o que é isso.” Chloe se portava um pouco mais calma, porém a segunda parte ainda mantinha o controle.

Os dois médicos que jaziam nos cantos do quarto abaixaram suas cabeças, livrando-os de qualquer tipo de responsabilidade, enquanto a mulher loira sorriu verdadeiramente, suspirando em seguida e colocando sua pauta em cima da mesa. “Olha, Chloe, nós achamos que você iria descobrir o que estávamos fazendo ou perceber suas memórias perdidas em sua outra personalidade. Mas… Não agora.” As palavras entraram na mente de Chloe como se fossem insetos, perturbando sua mente ainda mais. Ela não desfez sua feição séria, mas por dentro, uma paranoia começava a surgir. “Você é esperta, certo? Então posso ser direta com você. Sim, não temos provas de que você estava participando do assassinato, mas apenas de você constar na cena do crime e ser diagnosticada com um problema psicológico sério é assunto suficiente para que seja mandada a algum reformatório.” A loira bateu a mão levemente em sua coxa, gesticulando a lógica da frase. “Você precisa de reparos, tanto físicos quanto psicológicos. Você poderia viver sozinha? Sim. Mas conseguiria? A única coisa que você conhece, são seus irmãos e mesmo assim, fraqueja à alguns.” Chloe engoliu seco e a cada momento que se passava, a paranoia se transformava em raiva, queimando-a internamente. “Não podemos te liberar. Culpe seu irmão por isso.” O sarcasmo escondido na frase alheia e, ainda, o insulto a pessoa mais importante de sua vida, fez a ira de Chloe borbulhar.

Instantaneamente, impulsionou-se para cima, levantando seu corpo rapidamente à tempo de conseguir empurrar a mesa em direção à médica sentada. Felizmente ou infelizmente, aquilo a atingiu em cheio, fazendo com que ela caísse no chão junto de sua cadeira. “Culpar a ele? Eu culpo a vocês por serem uns merdas e não conseguirem fazer seu trabalho direito.” Quase na metade de sua frase, Chloe havia sido imobilizada por dois guardas que a prenderam pelos braços enquanto a médica se levantava, com uma cara raivosa. Não tentou se desvencilhar dos guardas, sabia que sua estrutura física não era compatível à deles, então, apenas esperou que a mulher levantasse e viesse em sua direção. “Eu poderia te mandar para o melhor instituto psiquiátrico do país, garota. Mas… Como podemos ver aqui, essa sua agressão vai pesar muito na hora da escolha. Você conhece Mortiri? Vai passar a conhecer.” As palavras quase foram cuspidas na face de Chloe, que se manteve neutra. O estrago já estava feito… E então, bastou-se a sorrir. Não por sarcasmo ou ironia, mas sim por gratidão. Tudo e absolutamente tudo, era melhor do que permanecer na fazenda dos horrores. “Levem-na.”

E essa última palavra, foi a última coisa que escutou de alguém livre - fora de Mortiri.


We're all human, we're just like you man We're sentient, we're something You know I can't really remember.
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How I can be a hero, if I was born as a villain?

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Re: [p/p] - CHLOE BJÖRK-WINCTHÖSKI

Mensagem por Leone Barth S. Mortiri em Sex Ago 18, 2017 11:03 pm

Ficha Aceita!
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Olá, pequena Winchtöski! Não tenho o que falar de sua ficha. Está dentro dos padrões - acima deles, na realidade -, suprimindo quaisquer requisitos pré-estabelecidos para a aprovação. Tem uma escrita cativante e capaz de despertar o desejo de leitura, como o de acompanhamento. Saiba que tem olhos observando-a, pequena.

Qualquer dúvida ou informação, me contate via MP!



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here you have no choise, no peace and no hope

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